Resumo:
O presente trabalho faz abordagem ao formato de aprendizagem que associa
a construção do conhecimento à investigação e proposta de soluções para
situações reais: Projetos de inovação tecnológica. Além de considerar o papel da gestão do professor coordenador de
tecnologia educacional, responsável pela implementação do projeto e os pontos que
devem ser levados em conta para que a implementação do projeto seja
bem-sucedida e significativa para todos os envolvidos. Acredita-se que, por meio de um
trabalho de investigação que responda a uma pergunta complexa, problema ou
desafio, os alunos envoltos em um processo de pesquisa, desenvolvam hipóteses,
busquem por recursos e execução da informação até atingir um desfecho; que toda
aprendizagem demanda uma finalidade, um significado. A aprendizagem baseada em
projetos torna a aprendizagem e o desempenhar inerentes. Está diretamente ligada
à exploração do contexto, à comunicação e à criação a partir da informação. E,
é principalmente na fase final, a geração de produtos, que a tecnologia
fortalece o processo: estudantes terão oportunidade de sistematizar suas
experiências em formatos multimídia, fazendo uso de gráficos, tabelas, vídeos,
aplicativos, ferramentas.... Para que os projetos tenham resultados positivos é
indispensável um planejamento rigoroso de cada etapa. Neste, inclui-se o
ambiente que deve ser acessível e inclusivo de forma a proporcionar aos
envolvidos a produção de mais conhecimentos. Podendo ser fixos ou móveis, sendo
estes apontados como promissores para minimizar as dificuldades com informática
e implementação de novas tecnologias nas escolas, uma vez que possibilitam um
acesso simultâneo de várias turmas.
Palavras-chave: aprendizagem, projeto,
conhecimento, implementação.
1 Introdução
Há diferenças entre o processo de implantação e de implementação de um projeto. O período de implantação é a fase de realização do planejamento, da concretização da proposta e esquemas operacionais o que levará ao alcance ou não dos resultados almejados. Antes da implantação de um projeto, é necessário que seja realizado um planejamento contextualizado, descrevendo as etapas, esforços e recursos necessários para que o trabalho seja recomendado e segurado.
O período de implementação é a fase em que as ações serão realizadas para alcançar os objetivos propostos. Para isso, é necessário a concentração de esforços no que diz respeito a treinamentos, conscientização e concepção de culturas que estimulem o uso da tecnologia no processo de ensino aprendizagem de forma a facilitar o aprendizado dos alunos. É essencial que haja uma perspectiva instrumentalista e que o trabalho seja dinâmico para assegurar que a tecnologia seja processada com sucesso.
Para que o trabalho com tecnologia educacional seja verdadeiramente expressivo tanto para o professor quanto para o aluno, é imprescindível que haja um planejamento a curto, médio ou longo prazo que abranja e potencialize o conteúdo a ser ensinado, a forma como será ministrado e o tempo para ser aprendido. Também é fundamental que o docente se sinta preparado para esse papel, preparação esta que fica sob a responsabilidade da coordenadoria de tecnologia educacional. Ele precisa se sentir seguro e alicerçado tanto para o desenvolvimento das novas habilidades quanto para a execução destas. Segundo Queiroz, et al. (n.d., p. 2) “pensar a escola na sociedade do conhecimento pressupõe a elaboração de um novo padrão educacional. Trata-se, assim, não de apenas adquirir o conhecimento, mas de assegurar sua reprodução, circulação e generalização aos diversos setores da sociedade”.
O trabalho foi escrito baseado em pesquisas e estudos bibliográficos, com dados e informações colhidas também em websites conforme o tema proposto. Toda pesquisa levou em consideração os conceitos explorados correlacionando as práticas de mercado e adaptando-as na educação.
2 Desenvolvimento
Nosso dia a dia vem sendo transformado pela tecnologia, incluindo a educação. A tecnologia educacional é um instrumento promissor no avanço das estruturas educacionais. A informática educacional associada a projetos é um instrumento que vem modificando o processo de ensino aprendizagem. Com ela, o ensino fica incluído à rotina por meios dos recursos tecnológicos. Essas ferramentas que funcionam como uma expansão da sala de aula e fazem com que as metodologias pedagógicas permaneçam atuais. A autonomia dos alunos é estimulada e o acesso à informação facilitado. Conforme descrito em Brasil Escola (n.d.) “quando o aluno realmente produz o seu conhecimento com autenticidade, criticidade, criatividade, dinamismo, entusiasmo, ele questiona, investiga, interpreta a informação, não apenas a aceita como uma imposição”.
É possível utilizar projetos em qualquer área do conhecimento, principalmente na educação. Seu benefício está justamente na idealização organizada das ações, fator que influenciará nos resultados almejados, visto que, descomplica o processo de construção do conhecimento por estabelecer limites para as próprias pretensões; possibilitar autoconhecimento das efetivas possibilidades e, principalmente, encorajar na busca de possíveis soluções para a diversas situações do cotidiano. Os projetos concebem além de referenciais para o desenvolvimento de competências, cria mecanismo de aprendizagem organizado. De acordo com Queiroz et al. (n.d., p.3) “diante de sua importância na formação do indivíduo, a escola tem a incumbência de transmitir conceitos e valores, além de se constituir como uma das principais bases para a formação social do educando”.
Através dos projetos pedagógicos disponibilizados, os temas trabalhados são intensificados, significativos e, quando estes são integrados à tecnologia, o fluxo se torna mais dinâmico, uma vez que o acesso aos materiais é feito tanto pelos alunos quanto pelos professores, de qualquer lugar com acesso à internet.
A incorporação das tecnologias de informação e comunicação – TIC - na escola contribui para expandir o acesso à informação atualizada e, principalmente, para promover a criação de comunidades colaborativas de aprendizagem que privilegiam a construção do conhecimento, a comunicação, a formação continuada e a gestão articulada entre as áreas administrativa, pedagógica e informacional da escola. (Almeida, et al.,2004, p.1)
As escolas tiveram que “se adequar” a essas transformações e criar condições para incorporar as tecnologias à didática e metodologia.
O desafio do digital não é, assim, meramente, como se afirma: o de integrar “o digital" na relação ensino-aprendizagem. Nem é o de desenvolver nos jovens competências instrumentais para o “uso” das tecnologias da informação e da comunicação. O desafio – o grande desafio – é o de os preparar para uma pertença cultural plena, madura, ativa e autônoma à nova era. (Figueiredo, 2016, p.3)
Dessa forma, a “nova” metodologia passou a ser mais crítica, a se empenhar em incentivar o aluno a buscar informação, a se atualizar constantemente, possibilitando assim a formação de cidadãos críticos capazes de construir conhecimentos significativos. A escola, ao estimular o aluno a construir conhecimento, a incorporar a informação ao cotidiano por meio de projetos, aproxima-o do contexto da sociedade, enriquecendo e potencializando o aprendizado. Para Simões (2004, p.2) “a escola precisa estar inserida no contexto tecnológico e cotidiano de todos nós, apresentar às crianças situações reais, tornar as atividades mais significativas e menos abstratas”.
Os projetos devem ser pensados tendo como proposta: Solucionar uma situação-problema, fundamentando-se em transformar ideias em ações. A implementação destes envolve além dos docentes, é de valiosa importância o papel da coordenadoria de tecnologia educacional para a implantação e implementação de um projeto de inovação tecnológica em uma instituição educacional.
A coordenadoria de tecnologia educacional é encarregada pela elaboração, execução, capacitação e pela formação continuada de profissionais para o uso dos diversos equipamentos tecnológicos. As ações propostas por ela necessitam objetivar principalmente a introdução e utilização das tecnologias de forma significativa no processo ensino aprendizagem. Dentre os profissionais dessa coordenadoria, ressalta-se o coordenador de tecnologia como responsável primordial pelo adequado desempenho da prática do projeto na escola. Este, deve ser preferencialmente, um professor, fato que se justifica por ser um profissional que detém conhecimento sobre o âmbito escolar, didática, bom gerenciamento de docência e um domínio no mínimo básico sobre os recursos tecnológicos. Ele deve ser capaz de fazer junções e combinações entre os interesses dos docentes e os recursos digitais. É preciso que este saiba para que e como empregar estes recursos de forma integrada ao pedagógico da instituição. Esse docente se define como dirigente elementar de formação continuada dos educadores e precisa estar sempre valorizando, propondo implantação e implementação de projetos, bem como a manutenção daqueles que já se utilizam comprometidamente da tecnologia.
Quando se pensa na implementação de um projeto, faz-se necessário considerar alguns pontos para que esta seja bem-sucedida e significativa para todos os envolvidos: problematização, desenvolvimento e síntese.
· Problematização: Fase em que se investigará a estruturação interdisciplinar de conteúdo, fundamentada na contextualização da realidade local, a metodologia dialógica, a articulação de recursos didáticos inovadores, avaliação continuada dos princípios curriculares e das práticas pedagógicas: percepção crítica, e plano de ação.
· Desenvolvimento – implementação de ações estruturadas para analisar resoluções às questões e hipóteses abordadas na problematização. Idealização de situações nas quais os alunos possam confrontar pontos de vista, analisar proposições, levantar novos pontos, traçar estratégias eficazes para se alcançar o sucesso. É nesse ponto que são criadas as propostas de trabalho, momento em que são previstas as atividades onde as concepções primárias vão sendo superadas e outras mais complexas sendo estabelecidas.
· Síntese – momento no qual o conhecimento existente e a realização educacional metodizada se entrelaçam, dando significação aos conhecimentos construídos, que serão empregados na proposta.
Ao implementar a implantação das tecnologias da Informação e Comunicação no espaço de aprendizagem é necessário que seja analisada a proposta e o ambiente que se pretende criar. Um planejamento pormenorizado é imprescindível para que resultados positivos sejam alcançados. O ambiente apropriado, isto é, acessível e inclusivo, com boa estrutura física, número de equipamentos compatível ao número de estudantes, recursos de multimídia e equipamentos eficientes, temperatura adequada, equipe de suporte e docentes capacitados, estende as probabilidades de implantar aprendizagem eficiente baseada em projetos. Esse ambiente pode ser fixo ou móvel, sendo este mais flexível por se tratar de carrinhos móveis adaptados para notebooks, netbooks ou tabletes, podendo assim serem carregados para diferentes pontos da escola, usados em práticas e projetos variados e alimentados em tomadas simples
O laboratório móvel é promissor e se diferencia por sua maleabilidade por possibilitar aos usuários utilizá-los em seu próprio ritmo, além de oportunizar o uso simultâneo dos recursos em mais de uma classe quando houver número suficiente de equipamentos para a proposta.
3 Considerações Finais
É de suma importância para o sucesso da implementação da tecnologia no âmbito escolar, a seleção dos recursos educacionais adequados. Isso se justifica pelo fato de não se tratar de uma simples escolha de aparatos, há uma conjunção que envolve essa escolha que se justifica pela finalidade pedagógica a que estes se destinam. Tais escolhas baseiam em objetivos, público alvo e conteúdos a serem abordados, de forma que o recurso seja um fortalecedor e proporcione dinamismo, tornando assim o aprendizado agradável, compreensível e significativo.
A educação é um constante “alinhar-se” e o contexto atual exige que haja alinhamento entre as tecnologias e o projeto pedagógico de forma a tornar o processo de construção do conhecimento mais efetivo e prazeroso. Para que esse perfilhamento represente mudança, faz-se necessário uma real integração das Tecnologias de Informação e Comunicação ao currículo, à rotina das escolas e principalmente ao desejo do professor. Dessa forma, cabe ao gestor implantar e apoiar a implementação de inovações tecnológicas, planejar jornadas formativas para os professores após fazer levantamento da situação de familiaridade destes com a tecnologia, fazer análises diagnósticas das necessidades e possibilidades dos discentes, viabilizar condições de infraestrutura e avaliar. Inovar é a palavra que descreve o gestor. No entanto, para que a inovação constitua avanço na educação é necessário além de utilizar-se das tecnologias.
A construção de novos conhecimentos e a busca constante de atualizações favorecem o desenvolvimento de um pensar inovativo na geração de conceitos. Ao sistematizar ideias, delineando-as num papel e convertendo-as em um projeto, estar-se-á estruturando toda concepção em objetivos, etapas a serem executadas, recursos necessários, e, principalmente, avaliação dos resultados. Desse modo, as pessoas vão aprimorando aptidões e propriedades, tornando-se seres cada vez mais desenvolvidas e preparadas para a vida.
Atualmente é possível classificar os laboratórios móveis de informática como a técnica mais propícia para minimizar as dificuldades com a implantação das novas tecnologias nas escolas.
Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Fez-se necessário sucumbir o método tradicional e inserir recursos tecnológicos na prática pedagógica. Sem dúvidas avanços ocorreram e estão sucedendo. No entanto, ainda há muito a se fazer para inovar as instituições de ensino com a utilização da tecnologia e obter numerosos benefícios para todos os envolvidos.
4 Referências Bibliográficas
Queiroz, C. J. P., Calmom, N. S. S., Costa, A. S. (n.d.). O Papel do Gestor Educacional no Uso das Tecnologias da Informação e Comunicação: Possibilidades e Limites. Disponível em: